Sobe o som: Karynna Spinelli

Thayanne Sales 23/08/2014 - 11:12

Karynna Spinelli saiu mais cedo do banco onde trabalha, em Casa Amarela, para conversar com a equipe do Hall Social. Para quem não sabe, além de armar muita roda de samba nos fins de semana, a cantora é funcionária pública em horário comercial, de segunda a sexta-feira. A informação surpreende e antecede uma série de perguntas: como você faz para ensaiar? Desde sempre foi assim? E sua rotina de shows não atrapalha? Entre outras questões.
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Karynna fala que canta desde sempre. A mãe dela cantava e tocava violão e o pai fazia parte de um grupo de seresta. Profissionalmente, a música invadiu a vida dela depois da chegada do segundo filho, a menina Klara Lua, aos 25 anos. A cantora também é mãe de Kaique, de 16 anos. Seguidora da vertente do samba, seu primeiro passo foi entrar para o grupo Na Calçada, em 2002. Era a única mulher entre os músicos. Depois, fez parte de uma outra roda de samba só de mulheres, Samba Delas. A pernambucana iniciou a carreira solo em 2008. Desde então, já cantou ao lado de grandes intérpretes do samba brasileiro em espetáculos locais e nacionais. Na lista de parceiros: Roberto Mendes, Nilze Carvalho, Mariene de Castro, Fabiana Cozza, Beth Carvalho, Fundo de Quintal, Martinália, Seu Jorge e Alcione.
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Karynna ficou famosa no Recife e redondezas pelo projeto 'Clube do Samba', que por três anos levou muita gente de todos os lugares da cidade a subir o Morro da Conceição para curtir o ritmo aos domingos. Karynna recebeu gente e artistas dos mais variados cantos do Estado e do Brasil. O projeto mudou o cenário do Morro e, hoje, acontece mensalmente na Rua da Moda, apoiado pela iniciativa Recife Antigo de Coração, da Prefeitura do Recife. 
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Por falar em Morro, é a chegada da artista ao Morro da Conceição que marca, de fato, a incursão de Karynna no mundo da música. Foi lá onde ela se encontrou consigo mesma e com sua arte. Filha de Santo, praticante do Candomblé, a sambista se inspira nas experiências do terreiro para compor muitas de suas músicas. São mais de 20 no histórico. A espiritualidade é uma das bandeiras que Karynna carrega no palco. A cantora prefere não dizer que se espelhou em determinado músico para traçar seu caminho. Segundo ela, sua inspiração na música é a resistência da cultura negra e indígena.
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Para respaldar a afirmativa, o segundo CD da cantora, Negona, com lançamento marcado para dia 31, na Rua da Moeda. Neste segundo trabalho, após Morro de Samba (2010), a sambista fortifica suas lutas em 11 faixas  - quase todas autorais -, dirigidas por Yuri Queiroga e Lucas dos Prazeres, e produzidas e concebidas por ela mesma. Ela costuma se referir ao disco como seu segundo filho na carreira. Ele traz um pouco de tudo: sambas, macumbas, toadas e gafieira. Além do Recife, outras cidades do País, como João Pessoa e Brasília, receberão shows da bolacha em breve.
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Outro plano urgente na carreira de Karynna Spinelli é a produção de seu primeiro DVD. O projeto está aguardando os trâmites do Funcultura, mas deve sair do papel ano que vem. Até lá, dedicação total ao Negona e seus outros projetos. Além dos shows de álbuns, Karynna estrela os espetáculos GiraMundo, Canto Negro, Quatro Cantos, Morro de Samba e triburo a Clara Nunes. A coluna está de olho nas novidades!

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